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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Células Orgânicas - Prêmio de design

Recentemente participei de um concurso promovido pelo CEPAM (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal do Governo do Estado de São Paulo) , para a Rede CIM – Célula de Inovação do Município. Enviei os dois layouts abaixo e o primeiro foi escolhido.

Esta foi a minha justificativa pra criação do layout:
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CONCEITO

De acordo com o conceito a rede funcionará como uma ferramenta de interação e relacionamento entre os atores dos diversos municípios participantes.

Estes layouts foram desenvolvidos respeitando o conceito das atividades da rede Célula de Inovação do Municipio.

LAYOUT

Apartir desse conceito criei células orgânicas que se entrelaçam sugerindo a idéia de uma rede interativa onde atores se articulam.

Formas

As células representam os municípios. Usei as células orgânicas tornado as formas mais humanizadas e naturais. Criando a idéia de harmonia na interação entre os municípios.

Cores

As cores são tons de azuis em gradiente indo para o branco. Seguindo o próprio conceito da logo. Usei tons mais suaves, inclusive no background que representa o céu limpo de um dia claro - o cian.

Conceito geral do layout:

Células orgânicas interagindo com harmonia,clareza e leveza.
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Kennedy Rafael
Designer de Multimídia
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Confira o layout no site da rede CIM: http://redecim.ning.com/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

oLHE A SuA VoLTA


Poeira? Grãos de areia? Sucata? Arame? Linhas? Lixo? Peças de quebra-cabeça? Soldadinhos de brinquedo? Insetos? Açucar? Qual caminho seguir? Ontem foi a vez de Vik Muniz. Na exposição VIK.
O mestre do discarte. A essa visita tive a infalível companhia da minha grandona amiga Dani. Quando percebeu ela que toda a obra de Vik Muniz era descartada, se mostrou intrigada. Como assim? Paara! Ele não guarda nada? Tantas obras lindíssimas e logo depois joga tudo fora? Que coisa mais sem sentido. Pois é do desprendimento dele com suportes, técnicas e materiais que eclode seu gênio. Sua obra é fotografia, é documento, do que se trata? Ele mesmo não a define. Apenas se diz apaixonado pela fotografia e a usa como ferramenta pra expressar sua arte. Com sua sensibilidade singular constrõe obras, as vezes minimalistas, as vezes complexas num processo de construção e desconstrução que se intercalam, vem e vão em suas diversas telas expostas.

Aqui uma homenagem ao mestre Leonardo. Doce de leite e geléia. Ta servido?

O traço se faz presente sem nunca ter sido executado. Desenho.

Num ataque de Dali ele coloca um avião a dar piruetas criando figuras. São pequenas nuvens que desenhamos quando crianças no jardim - é como chamavamos na minha época. Na real tem dimenções gigantescas mas aprisionadas no enquadramento se tornam icones. Na exposição rola um vídeo onde podemos ver o trabalho que deu pra produzir estes simples traços no céu azul, infinito azul. Neste vídeo documentário ele descorre sobre seu processo criativo e tira as dúvidas que surgem em nossa mente, como no caso de Dani.

Nesse trabalho ele utiliza sucata recolhida por jovens que sobrevivem como catadores, segundo ele, numa das piores condições em que já pode encontrar um ser humano. Obras que transformam a vida e iluminam a alma.

Finalmente um trabalho iconográfico que ainda não entendi direito. Voltarei em breve pra me satisfazer com grãos de areia.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Marc Chagall - o mágico das cores

Estive visitando ontem a exposição "O Mundo Mágico de Marc Chagall - O Sonho e a Vida", na Casa Fiat de Cultura no Belvere, Nova Lima. Na primeira sala estão algumas telas do início da sua carreira, onde percebo suas pinceladas delicadas e perfeita harmonização de cores. Em "As Núpcias ou O Casamento Religioso, 1918" as asas do anjo com pinceladas em sobre tons de vermelho denuncia a quase obcessão de Chagall pelo vermelho. Em inúmeras obras os vermelhos estão presentes. Outra cor também se destaca em sua obra - os verdes.
Passada essa primeira impressão passamos a segunda sala onde estão as 42 litografias originadas dos guaches que Chagall produziu pra ilustrar o romance Dafne e Cloé (leia texto abaixo). Nesse instante é que entendo a razão do título da exposição. Realmente trata-se de um mágico que manipula as cores criando uma paleta única de beleza e riquesa cromática. É impossível não se encantar e fechar a boca.
Quando conversava com Daniela, minha amiga, que me acompanhava na visita. Fui surpreendido por Haroldo um dos monitores que auxiliam aos visitantes. Ele me ouviu falar que se tratavam de desenhos, provavelmente aguadas ou desenhos a pastel seco. Quando na verdade tratavam-se de litogravuras. Travamos um papo longo sobre o fazer arte. A importância do pensamento na tela. Daniela se espantou ao saber que um artista se diferenciava do outro pelo pensamento e não pela criação ou inspiração. Ou seja, uma obra não se realiza apenas porque o artista é um ser criativo e talentoso. Ele se realiza sim pelo pensamento. Toda obra é planejada. Não há inocência no processo criativo.


Continuamos a perambular pela exposição e paramos nas gravuras em metal das fábulas de La Fontaine. Haroldo nos interrompeu e pediu que decessemos ao andar térreo onde expunham sobre como são impressas as litografias e gravuras em metal. Fomos até lá e acabamos deixando a série "A Biblia" onde Chagal em 105 gravuras ilustra fatos do livro sagrado. Também para próxima visita ficou a segunda exposição onde veremos as esculturas de Rodin.

Liebende in Vence by


Até lá então.
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Série Dafne e Cloé
42 gravuras
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Para realizar a série Daphnis et Chloé, Chagall viajou duas vezes à Grécia, com o propósito de vivenciar a atmosfera e a luminosidade da paisagem e conhecer melhor a cultura pastoril. A primeira visita, em 1952, proporcionou a execução dos primeiros guaches, que registram a luz mediterrânea e a experiência emocional vivida em terras gregas. Dois anos depois, o artista retornou para aprofundar seus conhecimentos do mundo clássico. Os 42 guaches foram realizados entre 1953 e 1954. Em 1957, o pintor dá início aos estudos preparatórios para a transposição dos guaches em litografias, com o impressor Charles Sorlier (1921-1990), no famoso estúdio de Fernand Mourlot. Juntos, eles desenvolveram transparências de cor e criaram jogos que contrapunham brilhos e opacidades. Para obter o resultado pretendido, de extraordinária beleza cromática, foi necessário utilizar uma pedra para cada tonalidade de cor. Assim, uma única gravura exigiu 25 pedras matrizes, o que significa 25 impressões. Tal minucioso processo estendeu-se por quatro anos e a série foi publicada em 1961, por Tériade.

Serviço:
Casa Fiat de Cultura
Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250 - Belvedere – Nova Lima (MG)
Informações: 31 3289-8900
Entrada gratuita para toda a programação.
Funcionamento:
Terça a sexta-feira - 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados - 14h às 21h.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Coisa Linda Sound System

Caras tive ontem na OBra Bar Dançante pra curtir a Festa FF >> do coletivo Fórceps http://blog.forceps.com.br/ onde rolou o lançamento em BH do CD "Da Vida e do Mundo" da excelente banda alagoana Coisa Linda Sound System http://www.myspace.com/coisalindasoundsystem e foi demais garotos.

O som dos caras é! Ao mesmo tempo descompromissado e estigante. Letras simples com temas do cotidiano que falam de amor e de filosofia de vida como a pulsante "Marcando"

A noite começou com a banda belorizontina de jazz psicodélico Iconili intercambiado pelo projeto multimidiático Ménage, que inclui discotecagem com celulares, MP3 players e intervenções sonoras. O som do Iconili é um jazz juvenil mas bem executado pelos meninos. Estão aquecendo, e se continuarem têm futuro.

Mas a coisa ferveu memo foi com os meninos do Coisa Linda com "É bom" pra galera cair na vida e festejar no porão da velha OBra até o sol nascer. Meu amigo e chará João Rafael seguiu a risca a letra.


Uma banda de dois

Formada por Marcelo Cabral [voz, baixo e guitarra] e Aldo Jones [guitarra, efeitos e programação] tiveram a companhia de um batera, que não sei o nome, fazendo a cozinha com temperos picantes de batidas sincopadas e porradas necessárias.

Me fizeram lembrar os caranguejos do Mundo Livre S/A. http://www.mundolivresa.com/site/home.php?altura=100%&largura=100%

Ouvi hoje, já no CD que comprei por R$ 6,00 (custa 5,00 mas como Marcelo não tinha troco pras 3 notas de dois real que coloquei nas mãos dele, ficou por 6 memo. Ele queria fazer por 4,00, ma...), a lindinha "Seu" com participação vocal de Cris Brow.

Tenho que falar do projeto gráfico do CD de Rafael Sica http://rafaelsica.zip.net/ Vejam e digam se não é fino demais a parada?

Amanhã posto as fotos que meu chará João fez. Até.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Chá de Fralda da Bárbara

Click na imagem pra ampliar

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

Aniversário do meu mano

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

A mesma bosta


Do esterco, a mesma bosta
que foi depositada pelo animal
Floresce a semente
que foi cuspida
Donde nascerá a árvore
Que mais tarde lhe dará sombra
e dois galhos
Pra que pendure uma rede
e se balançe com seu novo amor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Igreja Nossa Senhora do Rosário do Pretos


Estudo para intervenção de Graffiti. Este trabalho faz parte de um projeto de ilustrações baseadas em fotos que produzo e vetorizo. Alterando cores e formas procuro uma expressão quebrada. Um novo amigo, o Marce[LAX] defieniu meu trabalho como quebra_kbça. Gostei e vou adotar. No graffiti agora sou o Kbça_66. Essa é minha Tag agora.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mergulho Azul

Ilustração digital impressa em papel glossy 90X63 cm

Recebi um carinho de uma pessoa especial que conheci quarta-feira. Olhando pra meus olhos me presenteou com essa poesia. Adorei Roberta. Me emocionei demais. Lindíssimo.

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Sábado, 13 de Junho de 2009

Mergulho azul

Aura azul nos olhos
cobalto e petróleo
duas pedras de mar

Mediterraneo
cigano, profano
profundo oceano

De mil vidas passadas
presentes
derivam retinas
azuis de eterno mistério

Mergulho

nesse azul que não há

Poesia de Roberta Castro no blog Liquidificador a gás: http://www.liquidificadoragas.blogspot.com/

terça-feira, 2 de junho de 2009

Liga-me

Liga-me
No cheiro de outro
Que eu te faço
A luz e a cor

Se queres um amor
Que possa viver
Ligado no interruptor
Beije uma flor

Noites que passei
Preso em botões
Estes pulsos que abri
Seguram as mãos que pus em ti


sábado, 31 de janeiro de 2009

Deitada calada


Deitada assim voando
Descoberta e dançando
Por sobre o som ecoa
Voa passarinha
Beija beija beija-flor

Vive mil vezes
Caminha nas dúvidas
Atrás das nuvens
Alcança o sol

Num dia de chuva
Chora de alegria
Enganada
Por quem ainda não pediu

Causas perdidas
Tanto amor minguante
Vive por poucos
Pra chorar calada

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sinuca de Bico


Ai uma boa jogada, entre outras. Reparem que o jogador agradece os aplausos e sem pudor da um sorriso de satisfação e dever cumprido. Um deleite para os espectadores.

Na seqüência abaixo o aprendizado dos novatos na arte do triângulo perfeito. Poderia ser isósceles ou eqüilátero. (Esta ultima palavra não mais se escreve com trema, segundo as novas regras ortográficas do português luso-brasileiro.)


Em posição de ataque: Lilian e Dani, respectivamente. Observando e soltando largos sorrisos: Silmar, o tosquinho e Valdeci.

Uma atenção especial ao nosso amigo "Valdeca" a observar as belas tacadas de nossos jogadores. Estaria ele um pouco desanimado ou apenas analisando friamente o desempenho dos jogadores?

Assim foi uma noite em que jogamos, comemos, bebemos e falamos.



Em volta de uma mesa de sinuca comemoramos o aniversário de um amigo. Wilmar da biblioteca e da marcenaria. Um jovem de idéias práticas e cerne firme. Bom amigo de luta. Bom companheiro de boteco. Boa troca com troco.



Em torno das mesas bebecomemoramos, rimos e em alguns momentos nos amamos e nos divertimos com metralhadas de piscadelas, sorrisos e caretas. Lucilia, Cibele e Vânia.


Enquanto Dani, Valdeca e Lilian pousavam juntinhos, Silmar apenas sorria.
Houve quem quisesse jogar cartas como Eugênio, dono do restaurante do laguinho da Roça Grande, onde estávamos. Como nunca nos lembramos do nome é assim que nos referimos ao restaurante. Apenas um ensaio. Havia outros atrativos: bolas, taco e tira-gosto.
Localizado na Roça Grande em Sabará, esse restaurante é realmente especial. Um belo lago com tilapias, carpas e dois fiéis patinhos branquíssimos nos recebem logo a entrada. Lá dentro, além das mesas de sinuca, um atendimento fino e comida com tempero digno da culinária mineira. Que sabor, que delícia, que beleza. Nooossa! Pra achar, chegando em Sabará é só perguntar: Onde fica o restaurante do laguinho da Roça Grande? Todo mundo sabe.

Assim nos despedimos. Até a próxima boa jogada.

sábado, 6 de dezembro de 2008

[Inhotim] 1.4

Bebendo da fonte


D’águadáguadafonte cai no rio sujaágualimpa que refrescalma
Lavando a paixão num momento sem paláguas
Sem gestos negroscontornos
Suaves gestos


ONde se protesta também se anda de bicicleta por onde andamos podemos pensarprotestos.


















Chupar um fruto donde as bromélias de Burle contornam lagos.
Molhados espelhos refletem luzes verdes entre folhasrosas.
Raras belezas, raros prazeres
Assim de um modo lento
Ficamos parados
Só e a sós
Livres pra parar e não fazer nada
Melhor olharmos em volta
E procurarmos nósasós


Vire-se e se sinta difícilduro de mover-se
Pare e não faça nada
Nada.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

[Inhotim] 1.3 - bURLE mAX

Nos jardins de Burle chovia uma chuva fina, daquelas que podemos chamar de garoa em sampa. Não chegava a incomodar, apesar de alguns fazerem uso de guarda-chuvas disponibilizados pelo Instituto Cultural Inhotim. Não demorou muito e ...




tudo passou e o sorriso voltou, aberto, espontâneo, contagiante, discontraido, regado a skol, pouca mas gelada e muito cara, como tudo que se comia e bebia lá em Inhotim. Mas esse assunto fica pro ultimo capítulo, por enquanto caminhemos com um largo sorriso no rosto.

Um grande banco, muito grande, onde se pode sentar e ...

e chutar enquanto passeiam as crianças em terra e água...



As orquídeas não se envergonham em posar ...



e pousar

brilhando com o sol que de vez nos ilumina a todos os olhos e alma.

almas brancas, vermelhas, pretas e pretinhas.

Viva Burle Max! VIVA!!