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Por Léo Santiago = Coletivo Fórceps
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CAMINHO PARA A FESTA
Seguir a Av. Victor Fantini (paralela ao Rio Sabará) até a ANGLO GOLD ASHANTI, passa por um posto ALE à esquerda.Seguir direto pela via principal. Virar a direita na ROTATÓRIA passar a PONTE seguir a estrada rumo a CAETÉS, subir o morro (CUIDADO pista estreita com muitas CURVAS). Pegar à esquerda no TREVO POMPÉU, descer a estrada, virar a esquerda, atravessar a PONTE -> Rua José Vaz Pedrosa, 139 - CASA AMARELA com terraço.

Foto: http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/cidades/Sabara/port/lista.asp
Em 1867, escrevia o viajante inglês Richard Burton"no cimo do morro, à direita, elevasse um objeto bem comum em Minas, um cruzeiro alto e negro, em frente à pequena capela branca, alvo de peregrinações, este morro está a dois mil e oitocentos pés acima do nível do mar".

Foto: Eduardo Costa - http://www.flickr.com/photos/eduardocosta/1592760004/in/set-72157600737563536/
Seu interior é bem simples, apresentando sinais evidentes de diversas restaurações, alguns introduzindo, impensadamente, novos e modernos valores.

Poeira? Grãos de areia? Sucata? Arame? Linhas? Lixo? Peças de quebra-cabeça? Soldadinhos de brinquedo? Insetos? Açucar? Qual caminho seguir? Ontem foi a vez de Vik Muniz. Na exposição VIK.
O mestre do discarte. A essa visita tive a infalível companhia da minha grandona amiga Dani. Quando percebeu ela que toda a obra de Vik Muniz era descartada, se mostrou intrigada. Como assim? Paara! Ele não guarda nada? Tantas obras lindíssimas e logo depois joga tudo fora? Que
coisa mais sem sentido. Pois é do desprendimento dele com suportes, técnicas e materiais que eclode seu gênio. Sua obra é fotografia, é documento, do que se trata? Ele mesmo não a define. Apenas se diz apaixonado pela fotografia e a usa como ferramenta pra expressar sua arte. Com sua sensibilidade singular constrõe obras, as vezes minimalistas, as vezes complexas num processo de construção e desconstrução que se intercalam, vem e vão em suas diversas telas expostas.
Aqui uma homenagem ao mestre Leonardo. Doce de leite e geléia. Ta servido?
O traço se faz presente sem nunca ter sido executado. Desenho.
Num ataque de Dali ele coloca um avião a dar piruetas criando figuras. São pequenas nuvens que desenhamos quando crianças no jardim - é como chamavamos na minha época. Na real tem dimenções gigantescas mas aprisionadas no enquadramento se tornam icones. Na exposição rola um vídeo onde podemos ver o trabalho que deu pra produzir estes simples traços no céu azul, infinito azul. Neste vídeo documentário ele descorre sobre seu processo criativo e tira as dúvidas que surgem em nossa mente, como no caso de Dani.
Nesse trabalho ele utiliza sucata recolhida por jovens que sobrevivem como catadores, segundo ele, numa das piores condições em que já pode encontrar um ser humano. Obras que transformam a vida e iluminam a alma.
Finalmente um trabalho iconográfico que ainda não entendi direito. Voltarei em breve pra me satisfazer com grãos de areia.