quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Morango Maromba


Os morangos são
Colhidos no inverno
Mal humorado
Todos dizem
E na primavera
Ele é excêntrico
O gosto nem é tão forte
Mas o cheiro
Não mexe com ele
É bom
Com moça é doce
É assim
Com sorvete é gelado
Quieto que ta
Com chantili é fresco
Do ambicioso Vatel
Com leite a vitamina
Um trago da cor Maromba
Um beijo de puro mel

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

FantaUva


Créditos
Um ser imoral
Perdoe-me por
Ser imoral
Beber FantaUva
É a melhor forma
De entender o poder
Da bactéria que
Contamina
Assim e o sei
Ser imoral
É o meu melhor
E vivo imoral
E o diabo, assim
Comigo
Tocava canções
De anjos decaídos
E lá no festival
Eles brincavam
De gangorra
Perdoe-nos

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Macaco fala de Basquiat


O que vale é poder!
Não dizer nada
Pra onde eu vou?
Que as pessoas possam
Ouvir assim
Onde o macaco me
Levar
Eu tenho o poder
Leia o segundo
Caderno
Que me escapou
Ou que achei
Lá o macaco fala
Do céu e do inferno
Que tinha
E bem falta
Agente num vai
Entender
Esse humor
Mas Basquiat
Num entendeu tamém

sábado, 1 de setembro de 2007

Pequenas Distrações

Meu amigo Jorge do Prata ou Pessoa Jorge me apresentou esse maravilhoso conto de Gregório Basic, parceiro de Antonio Abujamra no programa "Provocações" da TV Cultura. Divirtam-se se puderem:

Gregório Bacic
A antiga mureta subiu com a rapidez com que sobem os tijolos de uma sepultura. As setas dos portões cresceram apontadas para o céu, e só não se perderam no espaço porque a laje do primeiro andar do sobrado as conteve... com determinação. Uma guarita se instalou na calçada entre as arvores moribundas na entrada dos automóveis, no chão cimentado que antes da reforma era um jardim ingênuo, de copos de leite e rosas vermelhas.
As janelas dão contra a vontade para a rua, a rua... envergando grades de puro aço que entre as frestas mal permitiria a passagem de um gato esguio.A casa antigamente singela, só não se transformou num bunker total de segurança máxima, porque permanecia vulnerável às quedas dos aviões, do jeito que as coisas iam; aos bombardeios aéreos, que mais cedo ou mais tarde o crime lançaria mão.
O patrimônio da família - o medo - estava provisoriamente a salvo; medo de ladrões, dos seqüestradores, dos estupradores, medo dos ventos, das enchentes, dos miseráveis, dos poderosos, dos fiscais, medo do terror, dos traficantes, dos negros, dos nordestinos, medo dos maloqueiros da favela, dos vendedores, dos cobradores, dos pregadores fanáticos, dos moto-boys que fumam maconha, dos ônibus lotados que despencam pela rua, medo da liberdade, medo da morte, medo da vida, medo do outro.
Apesar de já inexpugnável, a fortaleza crescia ainda mais - era preciso assegurar-se da confiabilidade dos guariteiros.Assim a família instituiu o uso doméstico do crachá, todos os novos residentes: pai, mãe, avó, tio avo, filho, duas filhas, nora e genro, deveriam portá-lo no peito, cabendo ao guariteiro liberar a entrada somente aquele que cumprisse a norma. E nisso as mulheres da casa questionaram a real eficácia do método, e protestaram contra o anúncio de que haveria crachás para os visitantes.
O que condenaria o fim ao gosto da filha mais nova de 15 anos, vista em casa como perigosamente distraída, à receber amigas da escola. Só assim pudera provar se os guariteiros eram cumpridores e responsáveis de suas tarefas - Sem crachá -ninguém entra! Nem o dono, por mais inconfundível que seja aos olhos de seus servidores.
Decidiu então pela obrigatoriedade dos guariteiros preencherem relatórios diários, enumerando horários de saída, entrada - e numa coluna de ocorrências extraordinárias, a passagem de terceiros, como carteiros, entregadores de jornais, mendigos, e outras pessoas vista com suspeita! Quem sabe não estaria ali se esboçando um crime hediondo de seqüestro!
O crescimento vertiginoso desses eventos nessas estatísticas determinavam a preferência da família por carros populares, os únicos capazes de não chamar a atenção dos criminosos a espreita. Mas como bastasse um único descuido para por tudo a perder, resolveu-se elidir os riscos providenciando a blindagem da frota familiar de Uno Mile!
Na manhã seguinte decidiu-se instalar uma câmera de vídeo voltada para os portões, evoluiu-se para um sistema completo de capitação de imagens e de sons, ocultando-se micro câmeras, microfones, nos pontos do lar considerados estratégicos.
Quando a filha mais nova, vista em casa como perigosamente distraída, esqueceu-se da vigilância eletrônica, e masturbando-se, foi surpreendida pela câmera, instalada na dispensa. Por não saber como abordar o assunto, o pai fingiu não ter visto nada! - e transferiu o fardo para a mãe. As mulheres da casa foram informadas que sua intimidade estava suspensa, não se sendo aconselhável banhar-se ou trocar de roupa sem antes reservarem horários apropriados, de curta duração, em que as gravações dos banheiros seriam interrompidas para revisão técnica!
A mãe contornou o mal estar argumentando se aquele era um preço alto a ser pago, seria ainda muito baixo, caso um dia as câmeras viessem a registrar cenas de estupros! Quanto à filha mais nova de 15 anos, vista em casa como perigosamente distraída, foi severamente admoestada pela indecência que gerou a situação... mas ganhou da cunhada como consolo um filhote de Chiuaua, a quem deu o nome de Speed Gonzales. Tanto se apegou que passaram a ser tratados na casa como casal Gonzales!
Agora o sistema de segurança era comprovadamente perfeito... mas e se algo falhasse...? Foi necessário reforçar a segurança com pit bulls amestrados, Goebbels e Goering. Com penúltima instancia, sim porque havia uma penúltima instancia, metralhadoras de cano curto, Calachini Cov, adquiridas à um contrabandista para armar a família contra terríveis conseqüências de um porre, um surto de loucura, ou até mesmo da traição do segurança nordestino de plantão! Ah... a traição do segurança nordestino de plantão! A lógica imperava mais uma vez, para enfrentar o pior inimigo, somente com a mais poderosa arma do pior inimigo.
O recebimento de pizza, duas vezes por semana, mereceu o nome de Operação Marguerita 1, claro, depois se repetindo com 2, 3, 4, consistia na distribuição dos homens da família em pontos recônditos da casa, a espreita... com suas Calachini Covs em punhos, prontas para disparar. Escondendo-se o pai atrás da janela do sótão com uma granada na mão onde poderia observá-lo em torno e contra atacar se necessário! Enquanto o mulheril se postava em alerta na sala de jantar, empunhando talheres pontiagudos, especialmente afiados para a ocasião, com que deceparia os vilões acuados, os dedos, ou as mãos, ou que mais fosse preciso...
O tio avô recebia a entrega pelo vão da jaula de portões, não sem antes obrigar o entregador a provar um naco da pizza. Para certificar-se se não trazia soporíferos, barbitúricos, ou drogas de qualquer espécie, que pudessem arrefecer as trincheiras da família.
Por que atravessar a vida arrastando esse fardo cruel, que nada contém a não ser o medo do que poderia um dia... talvez... quem sabe... por ventura vir a acontecer? Por que não baixar a guarda e cuidar sem temor para que a vida pudesse correr solta lá fora... lá fora?
A filha mais nova de 15 anos chegou a fazer essas perguntas em casa, foi vista -- é claro -- como perigosamente distraída, ingênua! Como seria possível fechar os olhos para a realidade? E a realidade é que já não se respeitam mais os valores que fizeram o mundo caminhar até aqui, sabe onde se escondem os bandidos? Nem mais se escondem. Hoje em dia são as pessoas direitas que se escondem. É preciso desconfiar de tudo e de todos, porque o tiro perdido, a bala certeira vem, não se sabe de onde, mas vem! Chamar a policia?! Nem pensar, seria o mesmo de abrir as portas de casa e expor as fragilidades do nosso reduto a pessoas suspeitas. Que depois certamente darão serviço a sabe-se lá quem...
Por distração da filha mais nova de 15 anos vista em casa como perigosamente distraída, Speed Gonzales, o filhote de chiuaua escapou para o quintal... invadiu o cercado dos pit bulls, sendo estraçalhado por Goering, em atraso a filha mais nova de 15 anos, vista em casa como perigosamente distraída, não chegou a tempo, em estado de choque, seus olhos puderam apenas acompanhar os minutos finais do minúsculo Speed Gonzales, que era devorado pelo mastodonte que relutava para não dividir o petisco com o enfurecido Goebbels.
A família cachapou-se de tal forma com o estado da filha, que decretou por 3 dias o toque de recolher. Durante o qual se deveriam extrair lições da tragédia doméstica... estampado nos olhos esbugalhados e no silêncio estarrecido da bela menina recolhida à cama. O que seria deles, se a tragédia, viesse de fora?! Pelas mãos criminosas de estranhos? Já no segundo dia porem a consternação familiar se esvaziou, dando espaço a algo irrefreável, que tomava corpo, um discreto sentimento de orgulho para com a atuação de Goering, em sua primeira situação de risco enfrentada naquela casa, diante do cãozinho invasor, não negou fogo, mostrou a que veio!!
No terceiro alvorecer, a filha mais nova, de 15 anos, vista em casa como perigosamente distraída, trajando um baby-doll cor-de-rosa transparente sobre o corpo nu e calçando pantufas, desceu plácida para o quintal, rumo ao cercado de cães. Esganiçando Goebbels e Goering lançaram-se em sobressalto contra a grade. Uma Calachini Cov ergueu-se serena e calculadamente nas mãos da menina que metralhou os cães! Com a mão esquerda brandindo a arma para o alto, o braço direito e os quadris da menina iniciaram um meneio lento, sensual, evoluindo para a fúria lasciva de uma dança inebriante, orgástica em torno dos cães mortos. Os olhos azuis extasiados descobriram a câmara posta no alto. Num golpe arrebatado, a filha mais nova, vista como perigosamente distraída, rasgou a seda cor-de-rosa frontal que a cobria e, orgulhosa e provocadora, ofereceu os peitos assoberbados para o equipamento, após o que, o metralhou. Até aquele momento, toda cena poderia ter sido assistida pelo circuito interno de TV. Mas por quem, se já não havia sobreviventes?
*Texto extraído do livro: "Peão Envenenado e Outras Provocações" de autoria de Gregório Bacic, Escrituras Editora - São Paulo, 2002.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pizza com manjericão

Pizza com manjericão

Numa Pizzaria dos Jardins um deputado chama o garçom e faz o pedido:

- Sai ai uma calabresa?
- Num vai tê jeito não! Pode ser uma cassação?
- Essa não!
- Tem ai... uma a moda?
- Na pressão a mensalão ta na mão.
- Ta brincando cidadão? O que tem então ô cabeção?
- Eu sei lá, uma cuecão?
- Qual que é!? Tem nada com isso não!
- Lá nas comissão era sua vocação.
- Ai, ai, ai, caiu no chão!
- Deixa que eu limpo patrão.
- Perdoe foi distração?
- Sinhô num tava lá patrão?
- Ta fazendo confusão, era eu não.
- Quem era o cara então?
- Era um tal de Jefersão.
- É o herói da constituição?
- Não se fala noutro não.
- É o cara que pois o boy bravão?
- E canta altão no banheirão.
- Ô patrão vai ai uma cadeião?
- Brincadêra ô cidadão?
- E o Dirceu repilão?
- Qué saí na comissão e da palestrão.
- E o Dilúvio é pancadão?
- Parece um furacão.
- Caixa 2 né não?
- Contabiliza não.
- E o Virgílio sujou o dedão?
- Parece que ta com um dinherão.
- E o MV, o carecão?
- Queimou notas no porão,
Hábeas Corpus, apelação,
ao invés de cassação, ta cabeludão.
- Isso causa má impressão.
- Vou comê pizza com manjericão.
- Com gosto de acordão?
- É receita do Ali e seus 40 ladrão.
- Então é bão!

Gosdesumano


Identificações o podem
Opostos tudo junto
Novo ano um
Somente disposto a sentir
Gosto do desgosto do gosto
Desgosto ou de muito gosto
No caso algo bom gostoso
Se for pra eu descer ao ralo que eu desça
Adubando abundando
Um novo eu de novo
coisodeshumano

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

5º Festejo do Tambor Mineiro


Acontece nesse domingo dia 19 de agosto das 10h às 20h o maior Festejo do Tambor Mineiro.

Com 1 kg de alimento todos podem participar junto com a Guarda de Congo Feminina de Nossa Sra. do Rosário, Guarda de Moçambique do Divino Espirito Santo, Guarda de Congo de São Bento, Guarda de Caboclo de São Jorge, Guarda de Caboclo do Divino Espirito Santo, Guarda de Moçambique de N. Sra. do Rosário e São José, Guarde de Moçambique de N. Sra. das Mercês, Candombe da Serra do Cipó, Guardas de Moçambique e Congo Treze de Maio, Guarda de Moçambique do Santo André, Irmandade Os Ciriacos, Banda Dançante do Rosário de Santa Efigênia, Gilson Silveira e Pandeiro, Guarda de Caboclos do Divino Espirito Santo da Cidade de Raposos, Trovão das Minas, Tambor Mineiro, Guarda de N. Sra. Sagrado Coração de Jesus, Indios Tapaxós, Família Alcântara, Bloco Oficina Tambolelê, Xicas da Silva, Berimlata, Educação pelo Tambor, Cia Brasil Mestiço (Grupo de Jomgo), Spasso Escola P0pular de Circo, Associação Cultural Mimulus, Grupo Rosa dos Ventos.

Muita gente neh,

INfo: 3295-4149 e 3227-1187

Realização de Tizumba, Tambor Mineiro e Na Pele.

Batucada BaTU CAdA bA TuCA DA BAt uCA DA B AtU C ADa

tamBOR Mineiro
http://www.tambormineiro.com.br/home.php


CONGADO oRIgeNS E idenTIdADE
http://www.religiosidadepopular.uaivip.com.br/congadorigem.htm